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Ministro do STF vai divulgar vídeo de reunião ministerial de Bolsonaro, diz CNN

Luiz Rodrigues

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O Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai divulgar o vídeo da reunião ministerial de Jair Bolsonaro (sem partido) do dia 22 de abril, de acordo com informações da CNN Brasil. Segundo a decisão dessa sexta-feira (22), que deve ser anunciada às 17h, falas sobre China e Paraguai serão excluídas.

O vídeo da reunião ministerial está no centro das atenções desde que, ao deixar o Ministério da Justiça, Sérgio Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir em investigações da Polícia Federal contra sua família.

De acordo com Fernando Molica, da CNN Brasil, ainda não há informações sobre se o processo ficará público ou restrito aos envolvidos na investigação da PF que apura a suposta obstrução de justiça pelo presidente.

A CNN também apurou que a gravação da reunião chocou os ministros do Supremo.

“Para gente que cuida de segurança, uma reunião como essa não caberia nem ser gravada, para o registro de palavrões? Condutas? É como gravar uma ida ao bordel”, afirmou um ministro.

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Reunião ministerial foi apontada como prova por Moro

A reunião foi apontada por Sérgio Moro como prova de que Bolsonaro queria interferir na Polícia Federal para barrar investigações contra os filhos dele. A prática configuraria obstrução de justiça.

O ex-ministro disse que Jair queria ter mais informações sobre a superintendência da PF no Rio, que conduz investigações contra Carlos e Flávio Bolsonaro.

Na reunião, segundo Moro, Bolsonaro afirmou que queria proteger sua família e que trocaria o chefe [da Superintendência da PF no Rio] e até o ministro, se fosse necessário.

O que dá força a ideia de Moro é a exoneração de Marcelo Valeixo do comando da PF, a mando de Bolsonaro. Para o seu lugar, o presidente chamou Alexandre Ramagem, apontado como amigo próximo dos filhos de Jair. O STF, no entanto, impediu que Ramagem assumisse a PF.

Carlos e Flávio Bolsonaro são investigados pela PF

Carlos Bolsonaro é investigado pela PF no esquema de produção e distribuição de fake news. Já o irmão, Flávio, é alvo da investigações ligadas ao “Caso Queiroz”, uma crise política deflagrada após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar pagamentos do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, a uma conta bancária do senador.

Além disso, indiretamente, investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), que também são feitas pela PF, citaram nomes ligados ao clã Bolsonaro.

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