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Datena rebate Bolsonaro e sai em defesa de Bonner: “Não aceito o termo ‘canalha'”

Claudio Augusto

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Datena
Imagem: Montagem/Todo Canal

O jornalista José Luiz Datena rebateu algumas falas do presidente Jair Bolsonaro durante o “Brasil Urgente” desta quinta-feira (7). Ele fez questão de defender William Bonner e a classe jornalística após o presidente chamar o âncora do “Jornal Nacional” de ‘canalha’.

“Não aceito o termo ‘canalha’ pra mim. E não aceito o termo ‘canalha’ para a história da imprensa brasileira. Se não fosse a imprensa brasileira, hoje não viveríamos num país democrático. Respeito minha profissão, respeito meus colegas de trabalho. Não sou canalha. Nenhum de nós pode chegar em casa e ser questionado por nossos filhos: ‘o senhor é canalha, papai?’ Eu não sou canalha, não aceito esse termo”, disparou Datena.

Além disso, ele pediu respeito à imprensa e à democracia. “Pelos erros da esquerda, pela exposição das suas ideias, que muita gente concorda, pela imprensa que divulgou suas ideias, o senhor não pode ficar atacando a imprensa como o senhor ataca, respeite a democracia. Pense bem naquilo que o senhor fala, pois o que o senhor fala hoje tem que ser sustentado amanhã. Não adianta o senhor falar uma bobagem hoje e, no outro dia, colocar na boca da imprensa. Isso não cola mais. O que aconteceu nos Estados Unidos hoje não tem nada a ver com o Brasil”, disse.

Ademais, Datena aproveitou e se posicionou contra a fala em que Bolsonaro pediu voto impresso no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro usou esse exemplo nos EUA pra dizer que: ‘olha, se não tiver voto impresso no Brasil em 2022, o que aconteceu lá nos EUA vai acontecer aqui no Brasil’. Isso é um absurdo. Pare de defender esse lunático, se houvesse fraude nas eleições de 2018, você não seria eleito, o senhor era um dos últimos colocados”, comentou.

Bolsonaro chama Bonner de ‘canalha’

O presidente da República Jair Bolsonaro atacou na última quinta-feira (7) o jornalista William Bonner em uma conversa com apoiadores, em Brasília. Na fala, ele citou que o salário do apresentador do “Jornal Nacional” foi reduzido porque a Globo perdeu “a teta, a grana” de anúncios.

“Atenção, imprensa sem vergonha e William Bonner sem vergonha, vai ter seringa para todo mundo”, iniciou o presidente, fazendo referência ao calendário de vacinação contra a Covid-19 no país. Em seguida, seguiu com os ataques. “William Bonner, por que o teu salário foi reduzido? Porque acabou a teta do governo, vocês têm de criticar mesmo. Quase R$ 3 bilhões por ano, e grande parte pra vocês acabou. Acabou a grana, William Bonner”, disparou.

Jornalista formado pela UFG (Universidade Federal de Goiás), com passagem pela Rádio Universitária (UFG) e TV Anhanguera de Goiânia.

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