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Emissoras deixam de cobrir Palácio da Alvorada e Bolsonaro critica: “Estão se vitimizando”

Luiz Rodrigues

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O presidente Jair Bolsonaro se posicionou em relação aos veículos de imprensa que decidiram suspender a cobertura no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Nesta terça-feira (26), o presidente disse que  o Grupo Globo, a Folha de S. Paulo e o Estadão se vitimizaram.

Aos jornalistas que estavam no local, do SBT, Record, Band e CNN Brasil, Bolsonaro apareceu no cercadinho do Alvorada e perguntou: “Foi embora a Folha? Não está mais aqui não? O Globo também não está? Estadão também saiu?”.

Na sequência, Bolsonaro minimizou a decisão dos setores da imprensa e comparou a abordagem que a mídia fez da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ).

“Estão se vitimizando. Quando eu levei a facada, não falaram nada. Eu não vi matéria da Folha falando ‘Quem matou Bolsonaro?’, nada. Pelo contrário, eu levo pancada o tempo todo. Também não vi a Globo falando isso aí. Se for pegar o número de horas que a Globo fez sobre Marielle e do meu caso, acho que dá 100 por 1”, disse o presidente.

Bolsonaro ainda ignorou os ataques que os jornalistas tem sofrido pelos apoiadores do presidente no local e disse que nunca perseguiu a mídia.

“A imprensa é livre. Nunca tiveram uma palavra minha, um ato meu para constranger a mídia. Nunca persegui ninguém. E o ditador sou eu. O que eu quero da mídia é que ela venda a verdade, para o bem da própria mídia”, finalizou Bolsonaro.

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Veículos justificam saída da cobertura no Palácio da Alvorada

Reprodução | CNN Brasil

A decisão do Grupo Globo, que acabou sendo acompanhada pela Folha de S. Paulo e Estadão, foi comunicada por uma carta aberta publicada no portal G1 para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandada pelo General Augusto Heleno.

No início da nota, o Grupo Globo diz que trará ao conhecimento do Gabinete “uma questão que envolve a segurança da cobertura jornalística no Palácio da Alvorada”. A nota explica que “é público que o Senhor Presidente da República na saída, e muitas vezes no retorno ao Palácio, desce do carro e dá entrevistas bem como cumprimenta simpatizantes”.

A nota prossegue afirmando que “este fato fez vários meios de comunicação deslocarem para lá equipes de reportagem no intuito de fazer a cobertura”. Após a introdução, o comunicado reitera que agressões, sofridas diariamente, motivaram a decisão de suspender a cobertura no local.

“Entretanto são muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico. Estas agressões vêm crescendo. Assim informamos por meio desta que a partir de hoje nossos repórteres, que têm como incumbência cobrir o Palácio da Alvorada, não mais comparecerão àquele local na parte externa destinada à imprensa”, prossegue o comunicado.

“Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão”, finaliza a nota, assinada por Paulo Tonet Camargo, Vice-Presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo.

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